Instituição
Missão, Solidariedade, Dever
Historial

Antes do século XV, a assistência encontrava-se dispersa por vários serviços, mas os respectivos estabelecimentos reduziam-se a duas modalidades: albergaria e hospital. Em significado medieval, a albergaria era a pousada para peregrinos, pobres, doentes ou aleijados, onde eram acomodados de alimentação e de alojamento. O hospital era uma casa de internamento e cura de doentes. Também se chamavam hospitais, os asilos de enjeitados.

A Santa Casa da Misericórdia de Óbidos foi fundada logo a seguir à sua congénere de Lisboa, pela Rainha D. Leonor de Lencastre (1458 -1525 ), mulher de D. João II, que à semelhança de Santa Isabel, encontrou no seu sofrimento, o segredo de se apiedar pela cura dos enfermos, pela educação e casamento dos órfãos, pela criação dos enjeitados e pela alimentação dos pobres. A data do seu compromisso é de 1498, aprovado em 15 de Novembro de 1516 por El-Rei D. Manuel, e impresso em Dezembro daquele ano, embora o Patriarcado de Lisboa defenda 1511, a data da fundação da Igreja na Capela do Espírito Santo e da respectiva Instituição.

Embora fundada pela Rainha D. Leonor, porém o Rei D. Manuel foi quem lhe uniu os bens da antiga Gafaria, que havia junto à capela de S. Vicente, hoje Museu Paroquial de S. João. Além destes bens lhe juntou todos os que pertenciam à antiga Confraria do Divino Espírito Santo, alicerçando os primeiros fundos da Irmandade da Misericórdia.

O Compromisso da Misericórdia de Lisboa, o mais importante documento de doutrina assistencial, tornou-se o estatuto de todas as Misericórdias; por ele se obrigavam os irmãos a cumprir ordenadamente as 14 obras de misericórdia, espirituais e corporais.

A Misericórdia de Óbidos é a primeira instituição de caridade e benemerência do nosso concelho. Tem a sua sede no Largo Dr. João Lourenço. Foi-lhe concedida a qualificação de Utilidade Pública e Administrativa, em 1950, e reconhecida, em 1983 como uma Instituição Particular de Solidariedade Social, mediante participação escrita da sua erecção canónica feita pelo Ordinário Diocesano aos serviços competentes do Estado.

Até 1974, manteve em funcionamento o único Hospital do Concelho, reaberto em 17 de Fevereiro de 1946, mas fundado pela Rainha D. Leonor. Foi o primeiro a trabalhar em cooperação com o Centro Regional de Segurança Social.

No momento da sua reabertura, o corpo clínico era constituído pelos ilustres médicos Drs. João Lourenço, seu Director e Amílcar Leite Campos, assistente, sendo operador o conhecido cirurgião Dr. Ernesto Moreira. Todos estes médicos prestavam os seus serviços no Hospital por puro espírito filantrópico, pois que da Santa Casa não exigiam qualquer retribuição.

Com o declínio da lepra, quase extinta no século XVI, a Gafaria deixou de ser precisa e o Hospital iniciou o seu funcionamento logo após a fundação da Santa Casa, sendo os seus primeiros rendimentos privativos constituídos pela fazenda e rendimentos da Gafaria dos Leprosos. instituída pela Rainha Santa Isabel e situada à Porta da Vila, a sul, pelo auxílio de generosos donativos da Fundadora e dos habitantes do concelho então vastíssimo. Mas só em 20 de Março de 1530, o rei D. João III, a pedido da esposa, D. Catarina, mandou “qu e se juntassem à Misericórdia os bens do Hospital dos gafos e que tudo fosse administrado pelo provedor e irmãos”, segundo um documento existente não arquivo da Santa Casa e em que nos diz também, que a Misericórdia só tinha o rendimento de 3$500 reais.

A partir de 1977, transformou-se em Lar para a Terceira Idade, o primeiro que viria a existir e a trabalhar em cooperação, também com aquele Centro, mantendo-se esta valência no mesmo local até Agosto de 2002.

Ao velho edifício da Vila, a precisar urgentemente de obras de restauro, ainda não lhe foi dado outro destino, sendo actualmente utilizado como atelier da Empresa de Inserção Social - Misericórdia de Artes e Ofícios Tradicionais.

A Santa Casa da Misericórdia, em 1992, comprou um terreno no Bairro da Senhora da Luz e após o lançamento da primeira pedra em Julho de 2000 e já estar a funcionar desde Agosto de 2002, mas inaugurou as suas novas instalações para o lar de idosos, no dia 11 de Janeiro de 2003, dia em que se comemora o feriado municipal, com a presença da secretária de Estado da Segurança Social, Maria Margarida Corrêa de Aguiar, do secretário de Estado Adjunto do Ministro da Presidência, Feliciano Barreiras Duarte, do Governador Civil de Leiria, José Leitão, para além do presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Telmo Faria, vereadores, presidentes de Juntas, representantes da Segurança Social de Leiria, da União das Misericórdias de diversas instituições concelhias e populares. O bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, D. Manuel Clemente, que procedeu à bênção do edifício, em conjunto com o pároco obidense José Luís e ainda se encontravam presentes os padres Venâncio e Fialho. É uma obra do arquitecto Mendes Duarte e a obra esteva a cargo da empresa André & Brás, Lda.

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